Para a defesa de uma casa comum

O estado do meio ambiente tem-se vindo a deteriorar durante décadas. As crises ambientais têm uma dimensão global e desde a década de 1970 que começaram a manifestar-se em toda a sua plenitude.

Temos testemunhado graves desequilíbrios tecnológicos: chegamos a Marte mas não podemos substituir os motores de gasolina dos nossos carros. Em muitas das áreas metropolitanas do mundo a contaminação atmosférica, produzida principalmente pelos transportes com motor a gasolina, é uma das principais causas de morte.

Investimos em armamentos cada vez mais sofisticados, mas não podemos satisfazer as necessidades básicas da maioria das populações. Apesar do enorme progresso tecnológico que ocorreu nos últimos 18 anos, o planeta encontra-se hoje numa condição limite. O avanço tecnológico permitiu que a existência seja mais cómoda, fez retroceder as doenças e alargou a esperança de vida (tudo isto, sem dúvida, para uma minoria da população do planeta), mas ao mesmo tempo roubou os recursos do planeta, destruindo o meio ambiente natural e encheu o nosso meio com resíduos perigosos e escórias.

A tendência do ser humano de transformar o meio ambiente em seu favor foi alterada, colocando em perigo a sua própria sobrevivência, sob a pressão de grupos restritos de poder que atuam seguindo reflexos primitivos, considerando os seus próprios interesses por oposição aos demais.

A base desse desequilíbrio é a violência contra a natureza e contra os seres humanos, expressa na exploração, discriminação e autoritarismo.

Por tudo isto, cremos que a ecologia e a justiça social são temas intimamente relacionados que se podem resumir no nome de Ecologia Social.

Devemos dar vida ao “Princípio de Responsabilidade” em relação a toda a vida, às gerações futuras e a todas as espécies que coabitam no Planeta. Vamos questionar o desenvolvimento económico frenético, esperando o nascimento de uma sociedade verdadeiramente humana e sustentável.

No fórum, gostaríamos de discutir sobre:

• Reconstruir o tecido social a partir dos valores da compaixão e da não-violência aplicados tanto nas relações interpessoais como na relação entre o homem e a natureza;

• Promover um desenvolvimento sustentável e duradouro que garanta a todos os mesmos direitos e oportunidades de acesso aos recursos sem destruir o planeta;

• Deixar de medir o progresso em termos de aumento da riqueza material (PIB), mas em termos de bem-estar para todos e da qualidade do meio ambiente, tendo em mente que teremos que deixar um planeta saudável e equilibrado para as gerações futuras.

Contacto: Marco Inglessis

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