No processo histórico estamos a experimentar, juntamente com a enorme aceleração histórica, um período de intensa complementação planetária. A última grande revolução produziu-se com o salto que se deu graças ao desenvolvimento digital, que acelerou drasticamente a comunicação e a passagem de informação a grande escala. Concomitantemente, está a mudar a própria forma das relações humanas e a perceção do tempo histórico.

Esta mundialização na qual estamos submersos é de tal ordem que o destino de um lugar já não pode ser independente daquele de outros lugares. O processo em curso está a levar cada vez mais a humanidade para um destino planetário necessariamente partilhado. E ainda que isto não signifique que haja sempre um diálogo construtivo, implica, contudo, partilhar o âmbito mundializado tanto de forma geográfica como virtual. Neste sentido, a multiculturalidade converte-se num facto irreversível.

Encontramo-nos numa encruzilhada histórica de grande importância em que prevalece um substrato psicossocial que se expressa do seguinte modo: forte desorientação, desestabilização psíquica e existencial e incerteza em relação ao futuro. Em particular, estamos a atravessar uma época (cuja mudança tem estado marcada pela revolução digital) em que este substrato psicossocial tende a intensificar-se. Os perigos que tudo isto acarreta são evidentes, mas é igualmente evidente, para a própria mecânica histórica, que os desenvolvimentos negativos ou positivos da situação atual serão obra das gerações que conduzirão o futuro do planeta mais imediato e aquele a longo prazo.

Neste sentido, ganha importância o papel da alternância geracional no processo histórico e, em relação com os desenvolvimentos da situação atual, daquelas gerações que estão a ponto de assumir a sua responsabilidade.

Contacto:

Lorenzo Lucchesi

Promotores:

Paolo Papi
Alpha laboratory

Participantes:

Programa:
Apresentação do assunto e trabalho em troca e grupos de estudo

Links:

Alphaobservatory

Mais informações: